Central Termo Eléctrica do Freixo – Porto

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Descrição

O que resta desta central eléctrica são somente algumas paredes erguidas não havendo quaisquer sinais de antigos equipamentos que faça lembrar os tempos áureos do seu funcionamento , sendo, neste momento, um bom abrigo para as pombas e para os sem abrigo, que  aproveitam a parte do edifício mais modernista para dormirem e se abrigarem das intempéries.

A zona privilegiada dos seus terrenos são pertença da EDP,  e dão-lhes um grande interesse económico na área da construção habitacional por várias razões, sobretudo por se situarem na primeira frente do Rio Douro e Zona do Freixo com acesso à VCI, à Ponte do Freixo que liga à A1 Porto – Lisboa e à EN108 que liga Porto a Entre os Rios.

Segundo apurei , está presente na internet um anúncio para venda destes terrenos no âmbito  de construção habitacional pelo valor de 15.000.000€, considerando uma área bruta de 88.575 m2 e uma área de terreno de 56.467 m2.

Tipologia

Central Termo Eléctrica

Localização
Rua do Freixo – Campanhã – Porto

Data da Visita
20-04-2017

Utilização Inicial
Produção de electricidade

Notas Históricas
A origem desta Central data do século XX, mais precisamente de 1919, quando a Empresa Espanhola Eléctrica del Lima ergue a sua sub estação naquele local, dando mais tarde à construção do enorme complexo erguido pela UEP.

A UEP – União Eléctrica Portuense nasceu de uma união de empresários portugueses e espanhóis que se manteve comercialmente estável ao longo dos anos. Esta unidade teve um papel fundamental no abastecimento de energia à Região Norte, permitindo o grande desenvolvimento industrial desta região, especialmente quando ergueu a Central Termo Eléctrica do Freixo.  O protagonismo da UEP é decisivo para este desenvolvimento ao emergir  como uma das principais empresas fornecedoras de energia às regiões do Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Braga, Coimbra entre outras.

Será nestas regiões que se encontravam os seus principais clientes, que seriam unidades de grandes dimensões  e consequentemente grandes consumidores de energia. A sua principal aposta foi dirigida a este segmento de clientes desinteressando-se em apostar na rede de baixa tensão e na electrificação das áreas rurais.

O primeiro edifício a ser construído naquele local pela empresa espanhola   foi a sub estação receptora e transformadora. Em 1926,  perante a vontade da UEP , inicia-se a construção da Central Termo Eléctrica do Freixo,  começando por erguer do edifícios denominados a Casa das Caldeiras e a Casa das Máquinas.

Ostentando o logotipo da UEP, este complexo foi crescendo dando origem mais tarde a uma Oficina de Montagem e Manutenção de Transformadores e ao Edifício das Bombas, hoje em dia só restam a Casa das Máquinas e o Edifício das Bombas. A partir dos anos 50, o complexo foi-se actualizando, sobretudo a nível dos apoios sociais,  com a construção de estruturas para um refeitório e cozinha bem como para os  serviços médicos.

A partir dos anos 70, dá-se o mais significativo projecto na fase de modernização, com a introdução de novos equipamentos e de uma série de avanços tecnológicos, facto este que motivou a construção de um novo edifício acrescentado à anterior construção, reconhecido facilmente pela suas linhas modernistas. A Central Termo Eléctrica foi desactivada nos anos 60, mas os restantes edifícios ainda laboraram durante mais alguns anos. Mais tarde com a Revolução do 25 de Abril de 1974, esta empresa foi nacionalizada e incorporada na EDP.

É tudo !

 Base da pesquisa: Blog Porto Sombrio, Museu da Indústria e Sothebysrealty Imóveis.

E agora as fotos…

 

 

 

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Acerca do Autor

Dar a conhecer o que está esquecido, abandonado e muitas das vezes em ruínas, de estruturas que muito contribuíram para o desenvolvimento do nosso país, foi sempre um dos meus desejos. Aliando esse facto ao gosto que tenho pela fotografia, encontrei nos Caça Devolutos um pequeno espaço que me permite mostrar e historiar um pouco algumas dessas ruínas, muitas delas bem às portas das nossas casas.

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