Local de descarga de antiga britadeira – Quiaios

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Já tinha visto esta estrutura há algum tempo, da primeira vez que fui à procura da Cascata de Quiaios, já na Serra da Boa Viagem, lembrando-me um bunker alemão da Segunda Guerra Mundial, dos que ainda podem ser vistos em algumas florestas de França ou Bélgica por exemplo, nada consegui descobrir na altura em relação que seria esta dita estrutura.

Recentemente, por motivos de Geocaching, voltei a deslocar-me ao local, desta vez a cascata até tinha água, e acabei por contactar com o dono da cache naquela zona que me disse que esta estrutura era o local onde eram realizadas as descargas da britadeira que ali funcionou. Já deve ter sido há muitos, muitos anos, pois a vegetação já é dona e senhora daquilo.

Não sendo a melhor reportagem deste espaço, é para mim um local que será “sempre” um bunker abandonado…ideias!

Seguem as poucas fotos:

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Acerca do Autor

Desde há algum tempo que sinto um certo fascínio por locais abandonados...Fazer parte d'Os Caça Devolutos irá não só permitir explorar "novos" locais, como trocar experiências com os meus colegas de equipa e é também a junção de dois vícios...os locais abandonados e a fotografia!

2 Comentários

  1. Turista Portugues on
  2. Turista Portugues on

    Caso estejam interessados em visitar o edificio: Localizada na baixa da cidade, na Avenida 25 de Abril. O melhor ponto de referência é o quartel dos bombeiros, que fica nessa rua (do outro lado da estrada), mais a baixo. A casa é fácil de identificar, é enorme e tem um vasto terreno murado.

    http://portugalparanormal.com/index.php?topic=30879.0

    “A casa deve ter pouco mais de 100 anos. Foi construída por uma família aguedense que entretanto emigrou para o Brasil. Foi lá, em São Paulo, que nasceu Neca Carneiro, em 1907. Ainda criança, regressou a Portugal e à sua terra natal. Parto do pressuposto que terá passado a infância na casa, baptizada com o nome de um município de São Paulo: Paulicea.

    Perdeu vários familiares (todos os irmãos segundo consta) com a gripe pneumónica de 1918. Reagiu à contrariedade e tornou-se um cidadão ilustre da cidade, devido à sua veia altruísta, tendo desempenhado um papel fundamental em diversos movimentos associativos, de ordem desportiva, cultural e social: Colaborou na fundação dos Bombeiros (onde foi bombeiro e director), fundou o Recreio Desportivo de Águeda (onde foi jogador, treinador e director), colaborou na fundação do orfeão de Águeda (onde foi músico e director) e criou inúmeros ranchos folclóricos na cidade. Casou mas nunca chegou a ter filhos, pois morreu aos 37 anos. Portanto desde 1944 que não tenho informações sobre os proprietários da casa. Fala-se que o seu abandono tem-se perpetuado devido a falta de entendimento de herdeiros, residentes no Brasil.

    Sei que nos inícios da década de 70, quando os meus pais vieram para esta cidade, a casa já estava abandonada.
    Penso que nos anos 90, houve um senhor que habitou na casa dos caseiros (fica numa extremidade do terreno, à direita da mansão) e ali instalou uma pequena oficina.

    Relatos de encontros com o sobrenatural na casa:

    Se eu for a escrever tudo o que já ouvi falar sobre a casa, estava aqui a noite toda. Vou apenas mencionar alguns casos que me foram contados em primeira mão por pessoas que passaram pela experiência, ou por pessoas ouviram o relato directamente de quem passou pelas experiências:

    Um caseiro que tomou conta da casa contou a um familiar meu que era comum ouvirem-se imensos ruídos noturnos estranhos na casa. O mais arrepiante era o relinchar de cavalos, que surgia de repente a meio da noite e deixavam-no aterrorizado, pois há décadas que o edifício das cavalariças estava descativado e, consequentemente, não havia cavalos na propriedade.
    Há quem diga que esse caseiro espalhava esses rumores de forma a manter curiosos e ladrões afastados da casa. Conta-se que ele chegou a andar com um lençol branco numa das janelas do último andar da casa, com o mesmo objectivo.

    De qualquer forma, a história do relinchar nocturno dos cavalos é reincidente. Já ouvi casos semelhantes mencionados pelo menos por outras duas pessoas (que não se conhecem) e que visitaram o local em situações diferentes.

    Tem havido algumas intervenções para debastar a vegetação e terraplanar algumas zonas do terreno e uma delas foi com recurso a uma pequena máquina-retroescavadora. Um amigo conhece o operador da máquina. Ele contou-lhe que quando se aproximou mais da casa com a máquina, sentiu a dor de cabeça mais intensa da sua vida (sendo que era muito raro padecer disso: “contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que tive uma dor de cabeça em toda a minha vida”, dizia-lhe). Acabou por ter de interromper a tarefa e abandonou o local. O trabalho foi concluído por um colega, posteriormente, mas não tenho informações se ele sentiu alguma coisa.

    Uma amiga contou-me que sentiu uma carícia no cabelo, quando seguia atrás dos seus amigos, ou seja, não tinha ninguém atrás dela. Assustou-se mas não interpretou a situação negativamente.

    Um conhecido, enquanto percorria a zona exterior da casa, afirma ter ouvido, distintamente, sons de piano provenientes do interior.

    Um amigo diz que ouviu um som de um tiro do que aparentava ser uma caçadeira, já de noite, enquanto também estava na zona exterior. O som pareceu-lhe próximo, como se tivesse sido disparado perto dele. No entanto, ele estava acompanhado por outro amigo, que se encontrava a uns 50 metros dele e não ouviu absolutamente nada. Estranho.
    Nessa visita, esse amigo diz que trouxe com ele uma carta manuscrita que encontrou lá dentro, na altura em que a casa ainda tinha algum recheio (ler próximo subtítulo).
    Esse amigo é médium e frequenta um centro de espiritismo. Lembro-me de na altura o ter criticado por ter trazido algo, ele disse que queria apenas fazer uma experiência de psicometria e que tencionava devolver o objecto à casa. Não sei se o chegou a fazer. Essa conversa aconteceu há uns 18, 19 anos.

    Houve um grupo de conhecidos que me contaram que num Halloween foram para lá desenhar pentagramas, beber umas garrafas e fazer “umas evocações”. Dizem que a determinado momento um deles levou uma lambada. Não atribuo muita credibilidade a esse relato. Se aconteceu, acredito que terá sido um dos elementos do grupo a fazê-lo, como uma partida, embora eles me garantam que a pessoa estava sozinha num dos cantos da divisão. De qualquer maneira, nunca me pareceu uma história credível, até pela índole das pessoas em causa.

    Há vários relatos de vultos avistados nas janelas, mas como há indícios de lá ter habitado um sem-abrigo (ler próximo subtítulo), isso pode ter uma explicação normal.

    A experiência da visita à casa:

    Durante anos senti-me fascinado com esta casa. Por volta dos 16 anos, cheguei a ter tudo combinado para lá ir com um grupo de amigos. No entanto, um deles desistiu, amedrontado, e esse sentimento acabou por contaminar a maioria do grupo. Depois fui estudar para outra cidade, onde fiquei a viver muitos anos, e o plano ficou eternamente adiado. Curiosamente, foi finalmente cumprido há dois meses atrás. O tema surgiu em conversa (foi quando ouvi o relato da retroescavadora) e foi decidido de forma espontânea. Concluí que um dia a casa desabava e eu ia lamentar nunca a ter conhecido por dentro. Por isso combinei com dois amigos e lá fomos. O amigo que ouviu em primeira mão a história da retroescavadora não quis ir.

    Numa das extremidades do terreno há uma torre de castelo.

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