Minas do Pejão – Castelo de Paiva

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Hoje,  trago-vos um pequeno artigo sobre as antigas Minas do Pejão,  situadas no Lugar de Germunde, freguesia de Pedorido , concelho de Castelo de Paiva.

Antes de iniciar a informação historial desta grande estrutura industrial, quero deixar os meu agradecimentos a 3 habitantes da Vila de Pedorido,  Srs. José Luis, seu tio (antigo capataz das minas)  e o ao Sr. Agostinho, actual guarda daquelas instalações. A disponibilidade deste sr. foi enorme uma vez que se deslocou propositadamente de sua casa para nos abrir as “portas” de acesso às instalações .Sem a sua boa vontade não seria possível entrar naquele grande recinto para obter as fotos sempre apetecíveis, apesar do dia estar já no seu declínio.

Logo ao entrar verifiquei que estava dentro de uma grande estrutura industrial com uma área enorme cheia de arvoredo. Os sinais de bem estar social de quem lá trabalhava e vivia estavam ainda presentes, conforme se pode constatar pelas fotos.

Histórial

A história do Couto Mineiro do Pejão começa em 1859. As concessões mais antigas datam de 1884, data a partir da qual se iniciaram os trabalhos de prospecção, pesquisa e consequente exploração subterrânea.

Entre 1908/1917,  as minas foram exploradas pela Companhia Portuguesa de Carvão e pela Anglo-Portuguesa Colliers, Lda. No entanto, em 1917 foi fundada a Empresa Carbonífera do Douro, Lda, a qual passou a explorar aquela concessão.

A Primeira Guerra Mundial ocorrida entre 1914-1918 deu o primeiro grande impulso a esta exploração. Da constante procura deste mineral resultou a existência de outros afloramentos de carvão, dando lugar à existência de diversas minas, tais como: Folgoso, São Domingos, Arda, Serrinha, Paraduça e Germunde que, conjuntamente com o Pejão, formavam o chamado Couto Mineiro do Pejão.

Em1933, aEmpresa Carbonífera do Douro faliu e foi adquirida por um grupo belga liderado por Jean Tyssen. Foi durante o período da sua administração que a empresa sofreu uma enorme evolução, quer na produção, quer a nível de desenvolvimento de infra-estruturas e, sobretudo, a nível social.

Durante a Segunda Guerra Mundial e nos primeiros anos pós guerra, a Empresa atravessou um período de grande desenvolvimento com as duas minas em exploração contínua.

Em1977 aexploração foi adquirida pelo Estado Português e em 1984 passa para as mãos da Ferrominas, através de um convénio celebrado entre o IPE e aquela entidade.

Em 31 de Dezembro de 1994, as Minas do Pejão foram encerradas oficialmente.

Pesquisa de informação: Site da  Banda do Pejão 

Fotos antigas 01, 02, 03, 04 e 05:  Fotos inseridas no blogue 400asas.

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Acerca do Autor

Dar a conhecer o que está esquecido, abandonado e muitas das vezes em ruínas, de estruturas que muito contribuíram para o desenvolvimento do nosso país, foi sempre um dos meus desejos. Aliando esse facto ao gosto que tenho pela fotografia, encontrei nos Caça Devolutos um pequeno espaço que me permite mostrar e historiar um pouco algumas dessas ruínas, muitas delas bem às portas das nossas casas.

11 Comentários

  1. Gostei muito da vossa fotoreportagem das minas. O mes avô, António Pacheco, foi encarregado nestas durante a decada de 40. É uma pena que não façam um museu pois existe um registo fotografico extenso atraves do jornal das minhas do pejao. Bom trabalho!!

    • Pelo que sei, as minas nasceram na minha Freguesia que é Paraíso, mais propriamente no lugar do Pejão; Por isso mesmo o nome; minas do Pejão, não na freguesia da Raiva(lugar do Fojo) ou na freguesia de Pedorido (lugar de Germunde)como já ouvi dizer

  2. Gostava que me fosse dada autorização para copiar as fotos ou que me enviem por email, pois estou a trabalhar no assunto das minas.
    O Americo Araújo tem toda a razão no que disse.
    Obrigado, MP

    • Boa noite Sr. Mário

      Temos muito gosto em fornecer as fotos para o seu trabalho desde que enuncie a sua proveniência. Gostaríamos de saber quais as fotos que pretende para podermos enviar por email num formato superior ao postado.
      Cps

  3. Caro VASCO DA GAMA, se me permite gostaria de obter todas as fotos que digam respeito às minas do Pejão. Possuo algumas similares mas de datas diferentes. O trabalho que tenciono realizar, talvez em álbum, destina-se a oferta à ADEP-Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico Cultural de Castelo de Paiva. Claro que a proveniencia será assegurada, mas por favor diga como quer que sejam referenciadas. O meu muito obrigado.
    P.S.-não sei se conhece a obra (livro) da ADEP intitulada: “Santo António de Lisboa,encontro nas Origens, Castelo de Paiva”. Se não conhece, dê-me um endereço para onde possa mandar um exemplar de oferta. Pode ser uma caixa postal-apartado dos CTT, por exemplo, para que não identifique o seu endereço.

    • Hugo Rodrigues on

      O caminho de ferro começava na aldeia de Pejão, passava pela mina do Fojo em Folgoso, seguia para Oliveira do Arda e termina nas minas de Germunde em Pedorido e não tinha ligação À rede ferroviária nacional, esta linha era para uso das minas, transporte de carvão.

  4. david fisher on

    I am interested in the railway from pedorido. I own the engine pedomoura which once worked there , is there anything left to see if I visit? does anyone locally have information .

    The engine now works in england

    • Hugo Rodrigues on

      Hello sir

      There is no longer much to see, unfortunately, but in Pedorido and mines of Fojo- Folgoso there are still traces of mining and railway line that served to transport coal. If you want to visit the mines, I can indicate some people who know the history of the mines and has many photographs of the time and some objects of the miners.

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